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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Origem do nome das notas musicais

ORIGEM DO NOME DAS NOTAS MUSICAIS


Nota musical é um termo empregado para designar o elemento mínimo de um som, formado por um único modo de vibração do ar. Sendo assim, a cada nota corresponde uma duração e está associada uma frequência, cuja unidade mais utilizada é o hertz (Hz), a qual descreverá em termos físicos se a nota é mais grave ou mais aguda. De forma geral, podemos relacionar as notas a um alfabeto musical que possibilita associar determinadas frequências (ou conjuntos de frequências) a nomes comuns, viabilizando a composição de músicas ou qualquer outro tipo de manifestação sonora de forma clara e compreensível. Sem as notas musicais, uma partitura provavelmente seria escrita como uma sequência de números relativamente extensos, correspondentes as frequências que se espera ouvir.
  
A nota musical e a física


 -As notas musicais e suas frequências.

O som é uma onda (ou conjunto de ondas) mecânicas que se propaga em um meio material, como o ar ou a água. Algumas das características do som mudam de acordo com o meio de propagação, como a velocidade e o comprimento de onda, entretanto a frequência permanece independente e constante durante todo o percurso.
Em uma orquestra, conseguimos identificar os sons de diferentes instrumentos e decifrar de qual deles veio o som. Mas na partitura de cada músico encontramos as mesmas notas. Isso acontece, pois, as notas escritas na partitura representam uma frequência fundamental que pode ser enriquecida com diversos harmônicos dependendo das características do instrumento. Geralmente, instrumentos de corda apresentam uma vasta gama de harmônicos e, consequentemente, possuem uma onda mais complexa. Os instrumentos com menor número de harmônicos são os de percussão e alguns metais, sendo a flauta doce um dos instrumentos com a sonoridade mais pura entre todos.
Quando a corda de um violão é tocada com uma certa frequência, se a frequência estiver na faixa de 20 a 20.000 Hz, o ouvido humano será capaz de vibrar à mesma proporção, captando essa informação e produzindo sensações neurais, às quais o ser humano dá o nome de som. As ondas com frequência baixa, entre 20 e 100 Hz, por exemplo, soam em nossos ouvidos de forma grave, e sons com frequência elevada (acima de 400 Hz) soam de forma aguda. Nesta situação, podemos imaginar que apenas uma onda percorre a corda e assim obtemos a frequência ouvida. Essa analogia funciona para uma situação ideal, entretanto o que encontramos na prática é uma corda vibrando de forma muito mais complexa, pois um conjunto de curvas senoidais originadas por diversos fatores como a posição em que tocamos, a densidade da corda e o tamanho da caixa do violão, somam-se e, juntas, geram o som que ouvimos.
Apesar de diferentes, quando os instrumentos reproduzem uma mesma nota, o som é agradável. Isso acontece, pois, todas as componentes dessa melodia são compostas por múltiplos inteiros da frequência original. Para entender melhor esse conceito podemos analisar a tabela ao lado, que relaciona as notas e suas respectivas frequências: A nota dó (C) corresponde a frequência de 261,63 Hz, enquanto a nota sol (G) é aproximadamente 392 Hz, que é 3/2 a frequência do dó. Podemos então caracterizar a nota sol como sendo uma harmônica de uma das harmônicas de dó. Mesmo que o som de uma flauta seja diferente do som do violão, quando reproduzem a mesma nota, as frequências que ouvimos são sempre múltiplas inteiras umas das outras, resultando em uma interação harmônica. Deve-se observar, no entanto, que existem instrumentos transpositores, e as notas da partitura do músico devem ser adaptadas para manter a harmonia, resultando que a frequência das notas deve ser observada em uma nova escala previamente descrita.1
Outro fator importante para diferenciar os sons é a amplitude de cada harmônico, ou seja, sua intensidade. Existem instrumentos em que algumas harmônicas têm amplitudes superiores a própria frequência fundamental, tornando o som bem mais grave ou agudo. Com os avanços tecnológicos das últimas décadas, músicos tem desenvolvido novas técnicas para amplificar harmônicos, como é o caso da guitarra, que pode contar com pedais para distorcer o som.

Instrumentos e timbres









-Harmônicos.

Sabendo que é a presença ou ausência de cada um dos harmónicos, e suas respectivas amplitudes, que dão a cada instrumento musical o seu som característico, o timbre, podemos questionar como fazemos isso. Tomando a flauta como exemplo, há dois fatores principais que vão definir a frequência que escutaremos: o tamanho da flauta e a posição dos dedos, que podem produzir novas notas pela mudança do comprimento total do instrumento ou favorecer determinada harmônica, de acordo com a configuração da mão.
Quando interrompemos a vibração de uma corda em um determinado ponto, ao tocar uma nota em um violão, por exemplo, esse ponto receberá o nome de nó. O ponto de maior amplitude de movimento da corda recebe o nome de antinó, sendo a distância entre dois nós ou dois antinós igual a um comprimento de onda. Se pensarmos na imagem ao lado como o tubo de uma flauta, ao retirarmos os dedos dos orifícios 7 e 5 estaremos favorecendo o terceiro e o quarto harmônicos, devido a presença dos nós ilustrados na figura. Entretanto, se retirarmos o dedo do orifício 24 vamos reduzir o comprimento do tubo e, consequentemente, mudar a frequência fundamental emitida pela flauta.











-Harmônicos em um tubo com ambas as extremidades abertas.

Devemos considerar ainda se o tubo em questão tem suas extremidades vedadas ou abertas. Um tubo com ambas as extremidades abertas terá o máxima da amplitude da onda sonora nas pontas, e seus harmônicos vão crescer a proporção de:




Onde:

é a frequência da “n” harmônica. 
é a velocidade do som no meio.
 é o número da harmônica (ex.: 1,2,3…). 
é o comprimento do tubo, corda, ou o que quer que seja.












-Harmônicos em um tubo com apenas uma extremidade aberta.

Já um tubo com uma extremidade fechada terá sempre a amplitude máxima da onda na ponta aberta e um nó na extremidade fechada. Nesse caso, não existirão harmônicos pares dentro das possíveis combinações, e eles vão crescer a proporção de:




Onde:


é a frequência da “n” harmônica. 
é a velocidade do som no meio.

 é o número da harmônica (ex.: 1,3,5…). 
é o comprimento do tubo, corda, ou o que quer que seja.

Representação gráfica


-Escala natural.

Em uma partitura podemos representar as notas de forma gráfica adicionando pequenas elipses com ou sem hastes de forma ordenada sobre cinco pautas. Orientando-se pela clave adotada para o trecho musical em questão, podemos criar ou interpretar a música, convertendo cada posição em uma nota musical e consequentemente em uma frequência. No pequeno trecho musical representado na figura ao lado, a clave de sol indica que a leitura das notas deve ser (da esquerda para a direita):

C – D – E – F – G – A – B – C – B – A – G – F – E – D – C

Vale notar que a sequência se repete, sendo que cada uma é chamada de oitava. Na primeira oitava o  corresponde a frequência de 261,63 Hz. Na segunda oitava o  equivale a 523,26 Hz (o dobro). Essa analogia se repete para todas as notas em cada uma das oitavas. Quanto mais oitavas abrange o instrumento, maiores são as combinações possíveis para enriquecer a melodia, sendo que o órgão é o instrumento com a maior gama de oitavas e consequentemente de frequências. Embora pareça confuso, é possível analisar a harmonia da composição comparando as frequências das notas utilizadas e verificando se são todas harmônicas. A teoria da música, de forma geral, é baseada nesse princípio.





– Diferentes formas de representar a duração da nota.

A organização da partitura é fundamental para sua compreensão, e as medidas da norma devem ser respeitadas para que em qualquer parte do mundo seja legível. As claves, por exemplo, propagam-se em intervalos definidos de tempo que as notas têm capacidade de sugerir, podendo ser mais longas (maior duração) ou mais curtas (menor duração). A duração em segundos de uma nota depende do compasso, ou seja, o tempo da nota em uma música pode ser diferente em outra música, se o compasso for diferente. Dessa forma, a representação da duração sugere uma fração do tempo do compasso. Na figura ao lado, encontramos (da esquerda para a direita): semibreve (um tempo), mínima (meio tempo), semínima (um quarto de tempo), colcheia (um oitavo de tempo), semicolcheia (1/16 de tempo), fusa (1/32 de tempo) e semifusa (1/64 de tempo).
As pautas podem combinar-se, sendo tocadas ao mesmo tempo (definindo a harmonia), ou em sequência (definindo a melodia) e, se esses fatores, junto a alguns outros, forem combinados dentro de um determinado padrão lógico pelo intelecto humano, na forma de arte, dá-se a essa sequência o nome de música.


– Nota Sol na clave de Sol e as representações de duração.

Origem do nome das notas

Antes de contarmos a história das notas musicais, gostaria de fazer uma rápida abordagem. Na música, temos um complexo sistema que possui 12 sons diferentes. A princípio, sete são chamadas notas naturais e cinco são chamados de acidentes musicais.
As sete notas musicais, chamadas notas naturais, são as seguintes:
DÓ, RÉ, MI, FÁ SOL, LÁ, SI

           Esses nomes de notas representam uma intenção de organizar os sons de forma que possamos utilizá-los de uma maneira prática e “descomplicada”.
Os Acidentes Musicais são formados através da alteração de notas naturais, que ocorrem com a utilização dos Sinais de Alteração. Esses sinais, como o próprio nome diz, alteram a frequência das notas naturais sem mudar o nome. Essas mudanças podem ocorrer de duas formas diferentes as quais chamamos de BEMOIS (b) e SUSTENIDOS (#).
Em outro artigo iremos tratar com mais profundidade este assunto. Para o momento, o que nos interessa de fato é a origem dos nomes das notas musicais e não a origem do sistema musical. Vimos apenas uma pequena introdução sobre o assunto.

A história das notas musicais

história das notas musicais e a origem dos nomes nos leva à Europa do século XVII, mais especificamente, à Itália em meados de 1600,onde viveu o monge beneditino Guido D’Arezzo (há registros que seu nascimento se deu em 992 e faleceu em 1050).
Guido era um influente personagem religioso ligado à música – e a ela dedicou sua carreira dentro da igreja. Foi ele quem deu nome às notas musicais, através da primeira sílaba de cada verso do seguinte hino feito em memória à São João Batista:

Hino à São João Batista

Ut queant laxis,  ( Para que nós, servos, com nitidez)
Resonare fibris   ( e língua desimpedida)
Mira gestorum   (o milagre e a força dos teus feitos)
Famuli tuorum   (elogiemos,)
Solve polluti       (tira-nos a grave culpa)
Labil reatum      (da língua manchada)
Sancte Joannes (ó João!)

Esse hino costumava ser entoado pelos coros de meninos. Assim, Guido deu as notas os nomes: UT – RÉ – MI – FÁ – LÁ, acrescentando depois para completar a escala o Si proveniente das primeiras letras de “Sancte Joanne” (São João). Algum tempo depois, pela dificuldade de se pronunciar a sílaba Ut, houve a substituição pelo nome da nota Dó, feita pelo maestro italiano Giovanni Battista Doni, utilizando a primeira sílaba de seu sobrenome.
Existem livros que dizem que a tal substituição ocorreu por intervenção do próprio Guido, pela dificuldade de se pronunciar a sílaba Ut, trocando-a pelo Dó retirando de seu próprio nome Guido.

Nomenclatura das notas em línguas anglo-saxônicas

Os países anglófonos mantiveram a utilização de letras para a nomenclatura das alturas musicais. As letras A, B, C, D, E, F e G são utilizadas para as alturas musicais lá, si, dó, ré, mi, fá e sol, respectivamente. Os países de língua inglesa utilizam os sinais ♯ (em inglês: sharp, “sustenido”) e (em inglês: flat, “bemol”) para representar as alterações cromáticas dessas notas.
Já, os países de línguas germânicas utilizam, além das sete letras universais, a letra H, exclusivamente para a nota si natural, sendo a letra B utilizada para representar o si bemol. Nessas línguas, as alterações para as outras notas são feitas acrescentando-se a terminação is no lugar de ♯ (“sustenido”) e es para (“bemol”). Nas notas lá e mi, representadas pelas letras A e E, respectivamente (as únicas vogais do conjunto), na terminação para representar bemol (por padrão es) há a contração da vogal que representa a nota e a vogal e do sufixo (As para lá bemol eEs para mi bemol; no entanto, Ases e Eses são lá dobrado bemol e mi dobrado bemol, respectivamente)

Portanto:
Ces (dó bemol)
C (dó natural)
Cis (dó sustenido)
Des (ré bemol)
D (ré natural)
Dis (ré sustenido)
Es (mi bemol)
E (mi natural)
Eis (mi sustenido)
Fes (fá bemol)
F (fá natural)
Fis (fá sustenido)
Ges (sol bemol)
G (sol natural)
Gis (sol sustenido)
As (lá bemol)
A (lá natural)
Ais (lá sustenido)
B (si bemol)
H (si natural)
His (si sustenido)

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Fontes:
http://afonso.mus.br - Acessado em 01/06/2016
http://www.portalmusica.com.br - Acessado em 01/06/2016

Divulgue os cultos de sua região em : http://goo.gl/forms/I92J19cb6AmyTUmd2
Veja a Agenda de Cultos completa em: http://www.ccbemusica.com.br/p/agenda.html

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Conheça a CCB - Congregação Cristã no Brasil

Conheça a CCB - Congregação Cristã no Brasil


Muitos amigos, por não conhecerem, tem certo preconceito sobre a Congregação no que se refere a seu posicionamento político e doutrinário. Por esse motivo, e sob licença Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0, disponibilizo um breve descritivo desta entidade religiosa a qual sou membro.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Uso do Véu

USO DO VÉU


O VÉU 

Por Vítor Pereira do Paço


Breve Introdução
Textos do Velho Testamento: 
Gén.20:16; 24:65; 38:14; Ex.26:31,33,35; 34:33-35; 40:3; Núm.4:5; Ct.4:1.3;
Textos do Novo Testamento: 
Mt.27:51; Mc.15:38; Lc.23:45; IªCor.11:5,6,10,13; IIªCor.3:13-16; Hb.6:19 ; 9:6; 10:20;
Não há assunto que tantas dores de cabeça tenha dado aos estudiosos das Escrituras como este; ou não seja um assunto que fale do véu, e, por conseguiente, com o seu próprio véu. E porque é um assunto que por várias vezes se apresenta escondido, tem dividido alguns crentes sinceros no descobrir do véu que o véu tem! Ao menos apercebidos e esclarecidos leva-os mesmo a interpretações erróneas e deficientes.

As passagens que temos apresentado no cabeçalho dão-nos alguma luz para explicar a finalidade do uso do véu no N.T. pelas mulheres em culto cristão. Creio firmamente que a explicação encontra-se unicamente em Iª Cor.11:2-16. Contudo, a beleza deste véu é colorida por várias passagens que no Novo e Velho Testamentos são apresentadas, dando-nos sombras, imagens ou mesmo raios luminosos para a sua compreensão.

Falta-me, antes de continuar, de apresentar em face aos meios recorridos para muitos intérpretes explicarem o texto e seu contexto, sendo por vezes, para desculpar algum pretexto. Ora por opiniões já formadas, ou por amizades que se elevam acima da verdade, e ainda por razões que os comprometem, recorrem inúmeras vezes a interpretações tão diversas que pergunto:onde se encontra a Biblía? Nessas, contam-se as culturas, as tradições rituais, os princípios das diferentes épocas ou estações, etc, ...

Deus não deixou a interpretação da Sua Palavra ao critério e gosto dos teólogos divididos pelas correntes escolares da matéria, mas só Aquele que A inspirou é capaz e eficientemente de dar a sua interpretação e explicação: O Espírito Santo. Se não entendermos as Escrituras tal e qual elas assim nos são reveladas, pomos em causa toda a sua veracidade, exceptuando-se claro, as coisas que n’Elas estão ocultas, as quais são só da exclusividade Divina.




Caracterização e Explicação Detalhada

Nas Escituras o véu vem sempre ligado a um contexto: ora de respeito, e de reverência, ou de direcção, ou para esconder alguma vergonha, mas sobretudo para se identificar com alguma glória ou com alguma autoridade. É particularmente sobre estes dois prismas de autoridade e glória que que todo o assunto é desenvolvido e explicado na 1ª Carta de Paulo aos Coríntios.

Em Gén.24:65 o véu foi usado por Rebeca como sinal de reverência (Iª Pd.3:5-6), submissão, mas particularmente esconder a sua glória; a sua beleza femenina. Nesta perspectiva, é usado o véu em Ct.4:1,3:6:7.

Em Ex.26:31,33,35; 40:3; Núm.4:5 o véu do tabernáculo era usado para esconder a glória de Deus, da qual estávamos destituídos desde Adão (Rom.3:23), e para a qual não tinhamos acesso, porque Cristo ainda não tinha vindo e nos remido.

Esse véu era um símbolo de Cristo (Hb.10:20) que foi rasgado na cruz do calvário (Mt. 27:51) e agora através d’Ele temos acesso ao “Pai da Glória” e nos “regozijamos na esperança da Sua glória” (Rom.5:2-3) e (Hb.6:19). Em Ex.34:33-35 Moisés desce ao monte com a lei e o seu rosto reflecte “parte da glória de Deus”. Então ele põe, para esconder essa glória, um véu, para que o povo não fosse ferido com o resplendor dessa glória que quase cegava. Esse véu escondia a glória de Deus. Isto indicava que pela Lei, que o véu aqui representava (Ef.2:14-16), o povo mal podia ver a glória de Deus e muito menos exprimentá-la.

Em contraste com isso diz Paulo que agora com a graça “não somos como Moisés que punha o véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmamente para o fim daquilo que era e foi transitório” IIª Cor.3:13-16), e segundo essa lição, Israel se endureceu e o véu está por levantar ainda, ou seja, eles agarrados à Lei jamais conseguiriam ver a glória de Deus pois a Lei era transitória, não ía permanecer: foi por Cristo abolida na cruz.

A glória de Deus é agora reflectida por cada crente que sem este véu espiritual, a Lei, reflecte pelo Espírito a imagem do Senhor, e na qual nos vamos aperfeiçoando.

Em Iª Cor.11:3-16 o assunto é explicado no vers. 3:

“Cristo é a cabeça de todo o varão,
O varão é a cabeça da mulher
E Deus a cabeça de Cristo.”
Quero que o leitor saiba que o assunto aqui afirmado e posteriormente desenvolvido nada diz a respeito a uma relação de valores, ou separação de categorias e classes, mas a uma hierarquia disciplinar e de ordem. A cabeça não é superior aos pés, nem é mais que o corpo; tem sim uma função distinta mas é imprescindível do corpo. Deus não é a cabeça de Cristo por ser superior a Ele; Ele é Deus juntamente com o Pai e o Espiríto Santo. Mas por uma questão de ministérios e de ordem é assim revelado. A cabeça sem o corpo nada seria, para nada valeria: não existiria. No caso de varão, este não é cabeça da mulher por ser superior a ela, “pois o homem é nada sem a mulher e a mulher é nada sem o varão, porque como a mulher provém do varão, o varão provém da mulher: mas tudo vem de Deus” (Iª Cor.11:11-12). Ambos fazem parte de uma unidade eclesiástica, mas por uma quetão e ordem e disciplina está assim revelado e é assim que deve ser respeitado e obedecido.

Se o véu se identifica e é usado para cobrir alguma glória ou alguma autoridade, a cabeça é essa glória, é essa autoridade.

Num culto cristão temos reúnidas três cabeças: Deus, Cristo e o varão representativamente, e literalmente a mulher com “a sua própria cabeça”. Se temos aí cabeças, temos então autoridades; Deus autoridade de Cristo, que é revelada por Cristo ao homem e no homem, e a autoridade do homem em relação à mulher. Se o homem quer revelar a autoridade de Cristo, não deve esconder essa autoridade, não deve cobrir a sua cabeça, porque a sua cabeça tipifica Cristo. Mas (v.5), o caso da mulher é diferente: se ela não cobrir a sua cabeça, que típifica o varão, então fica a descoberto a autoridade do varão, e por conseguinte, duas autoridades estão em evidência: a de Cristo, na cabeça descoberta do varão, e a do varão na cabeça descoberta da mulher, as quais se opõem e se chocam. Assim era Tiatira em Ap.2:20-24, onde se revelava a autoridade humana, na qual foi repreendida severamente pelo Senhor. Não nos queiramos identificar com essa igreja reprovável; preocupemo-nos em revelar a autoridade de Cristo e de Deus.

Ora, a mulher ao orar ou a profetizar com a cabeça descoberta, está a revelar que o varão, sua cabeça típica, não está no culto sujeito a Cristo; a cabeça descoberta da mulher revela a autoridade do varão no culto, e essas autoridade se choca com a autoridade de Cristo, porque ou há-de presidir a autoridade de Cristo ou a autoridade do varão. Por isso temos ensino para que a mulher cubra a sua cabeça, porque com essa atitude está típicamente a cobrir a autoridade do varão, representada com a cabeça, e faz-lo com um véu típico também - uma cobertura.

Contudo a mulher no culto deve estar também sujeita ao varão (Iª Cor.14:34-35; Iª Tim.2:11-15), e não somente o varão sujeito ao Senhor. Estas devem estar caladas nas igrejas; não lhes é permitido falar; devem aprender em silêncio, com toda a sujeição. Não podem doutrinar nem usar de autoridade sobre o varão, mas permanecer em silêncio. Para que este ensino fosse perfeitamente cumprido, à mulher foi-lhe dado um outro véu, agora não espíritual, não típico, não artificial mas natural, porque esta sujeição da mulher para com o varão também é natural. Assim diz o versículo 15:

“Porque o cabelo crescido lhe foi dado (à mulher) em lugar do véu"

Isto é, “as mulheres devem ter sobre as suas cabeças sinal de poderio por causa dos anjos” (v.10); os anjos estão no culto aprendendo através da igreja as “multiformes e riquezas da sabedoria de Deus” (Ef.3:10), e a mulher deve-lhes revelar a lição da sujeição, que reflecte um sentimento de vergonha e arrependimento do seu pecado quando no Éden não se submeteu a Adão, consultando-o antes de participar do fruto proíbido (Gén.3).

Paulo expões três razões para explicar este assunto, as quais são três leis:

    1. O homem foi criado primeiro e depois a mulher. Esta é a lei natural (Iª Cor.11:8-9);

    2. Adão não foi enganado, mas a mulher sendo enganada caiu em transgressão (Iª Tm.2:14; Gén.3:16);

    3. Elas estejam sujeitas, como assim ordena a Lei, - Lei Espiritual. Esta é a Lei Cerimonial e pode referir-se aos princípios do V.T. (Iª Cor.14:34-35);
Com isto Paulo acha que a mulher precisa de um outro véu, além do típico ou espíritual - o primeiro que cobria a autoridade do varão, de um outro que a cobrisse: cobrindo-se a si mesma, revelando a sua sujeição natural do varão. Para isso lhe foi dado também um véu natural - o cabelo, “porque o cabelo lhe foi dado em lugar do véu”, ou não nos ensina a natureza o mesmo?

Assim a Bíblia ensina que a mulher deve usar dois véus: um típico ou espíritual e um natural; um que revele a sujeição espíritual da autoridade do varão à autoridade de Cristo, e outro, mas agora natural, que revele a sujeição natural da mulher ao varãoquando em reunião se juntam para cultuarem ao Senhor.




Mas este assunto do véu pode ser estudado sob outra perspectiva:

Além do véu estar relacionado com a submissão à autoridade, também já nos referimos ao V.T. o véu era usado para cobrir ou esconder glórias.

Em Iª Cor.11:2-16 é descrito o comportamento que o povo de Deus deve ter na assembleia, em virtude de, nela, se manisfestar a glória de Deus. Na referida passagem Paulo descreve os desvios que se tinham registado naquela igreja e que comprometiam a glória de Deus, uma vez que colidia com a mesma. Um dos desvios manifestos entre os crentes em Corinto, residia na desordem lá existente entre irmãs, que não difere com a existente de hoje: umas usam cabelo curto, outras não usam véu, e o conflito prolonga-se não só entre a igreja e o Senhor, mas entre a própria igreja havia choque de opiniões, segundo o que o texto nos dá a entender.

A manifestação da glória de Deus no tabernáculo primeiramente, e no templo mais tarde, apresentava-se como uma sombra da realidade espíritual que ocorreu com a formação da igreja - O Corpo de Cristo. Agora de uma forma mais elevada e espiritual Deus quer revelar a sua glória na igreja. Ora, onde a glória de Deus está presente, nunca há, ou nunca deve haver, lugar para a glória do homem. Foi por isso que, “quando a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória de Deus encheu o tabernáculo” (Ex.40:34), Moisés não pôde entrar na tenda da congregação, “porquanto &ldots; a glória de Deus enchia o tabernáculo”, (v.35). E é por isso também que agora, porque a glória do Senhor está presente na assembleia, não deve manifestar nele mais nenhuma glória.

Agora notemos que Paulo diz em Iª Cor.11:7 : “A mulher é a glória do varão”. Se portanto ela é uma glória, como pode estar na assembleia sem colidir com a glória de Deus que se encontra presente? Então Paulo afirma que “o cabelo crescido lhe foi dado em lugar do véu” (v.15). Isto resolve o problema, pois o seu cabelo comprido, que é um véu natural dado a ela por Deus, cobre a glória natural que ela é. Uma vez assim coberta a glória natural que ela é, não entra mais em conflito com a glória de Deus.

Pois bem, se é verdade que a glória que a mulher é, é coberta com o seu cabelo comprido, não é menos verdade que o seu cabelo comprido é, em si mesmo, uma glória, a sua própria glória. Paulo diz em Iª Cor.11:15, “ter a mulher cabelo comprido lhe é honroso”, ou seja, lhe é uma glória, como revela o original literalmente e como confirmam várias outras versões.

 Assim, o que vemos nós? Vemos que num culto existem manifestas três glórias:

1 ª - A glória de Deus, que é representada no homem: “O varão, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e a glória de Deus” (v.7);

2ª - Existe a glória do varão: “Mas a mulher é a glória do varão” (v.7);

3ª - E também a glória da mulher: “ter a mulher o cabelo crescido lhe é uma glória” (v.15);

Que fazer então?

O princípio é o mesmo que na autoridade: para que a glória de Deus e só ela seja manifestada num culto, a única solução é cobrir as glórias humanas. O varão não se deve cobrir porque é a imagem e a glória de Deus; mas, (v.5) no caso da mulher é diferente; ela deve cobrir-se porque é a imagem e a glória do homem; e para isso lhe foi dado um véu natural - o seu cabelo crescido. Mas, mesmo assim, esse cabelo crescido que como véu cobre a glória da mulher é em relação ao varão, para a mulher esse cabelo crescido é a sua própria glória.

Em virtude disto, é aqui que surge a necessidade e o motivo da mulher usar um segundo véu, agora este para cobrir o seu cabelo, ou seja, a sua glória.

Creio ser desnecessário repetir, mas uma questão de segurança faço-o novamente: a presença da glória de Deus repudia qualquer outra manifestação de glória, pois está escrito: "A minha glória não a darei a outrém ..." e isto basta para compreendermos a necessidade que a mulher tem de usar um segundo véu para cobrir a sua glória: é porque a glória de Deus está presente. Este segundo véu não é natural, mas desta sorte é artificial, se assim nos é licíto de qualificar!

Resumindo: podemos dizer que para a glória que a mulher é (ela é a glória do varão - v.7), Deus deu-lhe o véu natural, o cabelo comprido (v.15); para a glória que ela tem (o seu cabelo crescido que lhe é uma glória - v.15), necessita de um outro véu, o qual deve colocar sobre a sua própria glória.




Exame Exagético:




  • V.4-5: "Desonra a sua própria cabeça". No gr. Tem simplesmente "sua cabeça". Não consinta "sua própria", como se referindo à sua cabeça natural, mas o que ela representa, no caso do homem é Cristo (v.3), e no caso da mulher é o varão (v.3). Assim, não usando a mulher o seu véu, desonra pela sua insujeição o varão, que é a sua cabeça; por sua vez o varão que ora ou fala com a sua cabeça coberta, desonra a Cristo - a sua Cabeça. Contudo, a mulher que desonra o varão pela sua insujeição, e tendo este como cabeça a cristo, e sendo este a imagem e glória de Deus, a mulher, com tal atitude, está a desonrar indirectamente a Cristo, "A Cabeça do Corpo da Igreja" (Col.1:18).




  • V.5: "... como rapada..." , ou seja, como insujeita ao varão, visto que na época o cabelo curto era usado pelas prostitutas, mulheres infiéis a seus maridos. A mulher não usando o véu, revela (reflectindo a igreja, o seu estado espíritual) a sua insujeição a Cristo, o Sumo-Noivo da sua Igreja. Não nos identifiquemos com a "Grande Babilónia", também chamada “Grande Prostituta”, cujas características o Livro do Apocalipse fala: "Sai dela povo meu" (Ap.18:4). Aqui nada tem relacionado com o comprimento do cabelo; isto é importante. Paulo nada diz sobre o seu tamanho. Embora alguns achem que o tal nunca deva ser cortado, sem ser dogmático acho que, o cabelo da mulher deve ser suficientemente grande para ser entendido e visto como um véu que cubra a sua própria cabeça. E como nada diz sobre o tamanho do cabelo, não podemos dizer, baseados neste versículo, que o cabelo comprido toma o lugar do véu artifícial, ou, tendo o cabelo crescido não é preciso usar véu artifícial, mas antes, tendo ou não tendo cabelo, nem importando como o tendo, o texto atesta a necessidade da mulher usar uma cobertura sobre a cabeça, porque não a tendo, e mesmo o cabelo comprido sendo, está a desonrar a sua cabeça, está a revelar insujeição a Cristo: é como se a tivesse rapada - é uma vergonha.




  • V.15:"...O cabelo...". No gr. a ideia é de um cabelo tratado, adornado, crescido, como glória... "Véu...", no gr. significa cobertura, ou seja, o cabelo foi dado à mulher como um véu, como tendo a mesma função e a mesma utilidade.
  • "...em lugar de...". No gr. a palavra é "ANTI". No N.T. a palavra aparece 22 vezes e sempre com a ideia de, em troca de, pôr, em substituição de, em oposição a, em face de, e em algumas versões "como".
Isto pode levar-nos a pensar que o que está atrás foi dito foi-o em vão, mas não, pelo contrário, vem confirmar as conclusões até aqui obtidas. Paulo acha por inspiração divina que a mulher deve usar dois véus. Já falamos dum primeiro, um artificial (v.3). Agora para que ela não use um outro véu artificial, Deus deu à mulher o cabelo crescido o qual vai substituir (gr. opôr-se a) o segundo véu artificial, passando a ser um artificial e outro natural.




    Nota Pessoal do Autor
    Fico desapontado quando as irmãs vão à presença de Deus sem a cabeça coberta. Isto faz-me pensar muitas coisas: por um lado a insujeição que a mulher consciente ou inconscientemente revela para com Deus, e, por falta de ensino ou por não quererem aprender, estão a opôr-se, a lutar contra a glória de Deus. Numa outra perspectiva vejo essa atitude, hoje genérica nas igrejas, um reflexo do calibre espiritual dessas assembleias. Oro a Deus, para que Ele alargue a nossa visão a respeito da sua glória e autoridade, a fim de que bastante, e duma forma mais eficiente, tais virtudes sejam uma realidade nas nossas reuniões: entre nós e com Ele.
    Não fico menos desapontado e triste ao ver irmãs, mesmo na sua sinceridade, usando o véu para cobrir os seus cabelos curtos, aquelas que assim os têm! Pergunto-me: o que cobrem elas com o véu artificial, se não possuem glória (os cabelos compridos) para cobrir? Mostram vergonha, mas, mesmo tapando essa vergonha, descobrem a glória do homem...
    Que o Senhor nos ajude a todos, para Lhe sermos “agradáveis em tudo, frutificando em toda a boa obra”, por sua maior glória e nossa santificação e benção, Ámen.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

SUPOSTO DIÁLOGO ENTRE DOIS EVANGÉLICOS – UM DA CCB E O OUTRO DA ASSEMBLEIA DE DEUS

SUPOSTO DIÁLOGO ENTRE DOIS EVANGÉLICOS – UM DA CCB E O OUTRO DA ASSEMBLEIA DE DEUS


Os dois pegaram um ônibus e por acaso sentaram um ao lado do outro. Certo tempo depois, o assembleiano puxou conversa com membro CCB, dizendo:

Assembleiano: Como os tempos mudaram com os meios de transportes modernos, as grandes distâncias se tornaram pequenas. Está na Bíblia, lá no livro de Daniel, que muitos correrão de uma parte para outra e a ciência se multiplicará (Daniel 12).

Membro CCB: - É verdade, você é evangélico?

Assembleiano: - Sim, sirvo a Deus na Assembleia de Deus, a maior igreja pentecostal do mundo! Pelo seu jeito, você também parece que é evangélico, acertei?

Membro CCB: - Sim. Pela graça e misericórdia de Deus, sirvo a Deus por Jesus Cristo na Congregação Cristã no Brasil.

Sorridente, o assembleiano diz: - Ah, você é da igreja do véu!

Membro CCB- Não, prefiro que diga: - igreja do Senhor Jesus.

Assembleiano: - Como você não estuda a Bíblia e não tem noção de hermenêutica, sabia que o uso do véu não é mandamento, mas apenas uso e costume local?

Membro CCB: - Bem, eu estudo Hebraico e Grego Bíblico, como também tenho vários livros acadêmicos da área teológica, inclusive da sua igreja. Eu provo dentro dos livros publicados pela sua própria igreja que o uso do véu não é meramente uso e costume, não sendo apenas local; mas mandamento do Senhor para todas as igrejas.

Com uma risadinha amarela, o assembleiano responde- Até que enfim, um “CCBeano” que estuda a Bíblia! Mas você “tá” enganado, o uso do véu não é mandamento, mas uso e costume!!!

Abrindo a mochila e retirando um dicionário, o membro CCB diz- Então veja esta publicação da sua igreja:

“Descoberta
Akatakaluptos, (akatakaluptoV ),  “descoberto” (fornecido de a, elemento de negação, e katakaluptõ, “cobrir”), é usado em I Cor. 11.5,13 (“descoberta”), com referência a injunção proibindo as mulheres estarem sem “véu” ou “descobertas” nas reuniões da igreja. ¶Pouco importando que tipo de cobertura seja, deve estar na cabeça como “sinal de poderio” (I Cor. 11.10), e cujo significado é indicado em 1 Cor. 11.3 no assunto de supremacia, e cujas razões são dadas em 1 Cor. 11.7,9 e na frase “por causa dos anjos” (1 Cor. 11.10), indicando o testemunho e interesse deles naquilo que indica a supremacia de Cristo. As injunções não eram nem judaicas, que exigiam que os homens cobrissem a cabeça na oração, nem gregas, pelas quais homens e mulheres ficavam igualmente com a cabeça “descoberta”. As instruções do apóstolo Paulo eram “mandamentos do Senhor” (1 Cor. 14.37) e eram para todas as igrejas ( 1 Cor. 14.33,34).”(Dicionário Vine – O Significado Exegético e Expositivo das Palavras do Antigo e do Novo Testamento, pág. 547. 2ª Edição, 2003. CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus, Rio de Janeiro, Brasil).

Surpreso, o adepto da AD respondeÉ... Eu não sei o que dizer, “tá” mesmo escrito ai. Mas vocês não dão o dízimo, e a Bíblia chama de ‘ladrão’ aquele que não é dizimista, “tá” lá em Malaquias 3.8!

Pegando outro livro, o Membro CCB refuta: - Amigo, o dízimo só é mandamento na Lei de Moisés, antes e depois da Lei o dízimo não é mandamento e os pastores da sua igreja dizem que o dízimo está em pé de igualdade com a guarda do sábado e festas judaicas, confira:

“Como se vê, o Cristão não está sujeito às leis do dízimo, como não está obrigado a guardar e observar as festas judaicas, nem tampouco o Sábado.”(Amaral, Pr. José. A Igreja do Veu – Igreja ou Heresia? – Toda a verdade sobre a Congregação Cristã no Brasil, pág.76, Intergraph Editora e Form. Ltda. 4ª Edição 2001/ Goiânia, Brasil).

Com o livro ainda na mão, o Membro CCB conclui: - Digo mais, além de haver neste livro vários erros de grafia, contradições inúmeras, erros de hermenêutica e consequentemente de exegese, ainda foge da dura empreitada que é o de manifestar ‘toda’(?) a verdade sobre a CCB.

Desconcertado com a resposta e sem saber o que falar, o crente da AD fica calado. Minutos depois, mudando o assunto e denotando segurança, ele abre a Bíblia em Hebreus 13:7, 17, e vai logo disparando: - Olha aqui, ó! Aqui fala para lembrarmos dos nossos “pastores” e que devemos obedecer a eles. Por falta de estudo vocês são contra o ofício pastoral contrariando Hebreus 13:7, 17. É por isso que eu digo que vocês da CCB precisam ler mais a Bíblia!

O crente da CCB sorri, e educadamente procura esclarecer ao outro: -Amado, eu creio que você já ouviu falar nas Escrituras Gregas Cristãs, nessa direção, digo-lhe que nos Textos Gregos Originais, para “pastor” o devido texto deveria trazer a palavra grega “poimhn” (pastor), mas a palavra que se encontra em Hebreus 13:7, 17 é “hgeomai“ (líder). A devida passagem apenas diz para  lembrarmos e obedecermos aos nossos "líderes". E os líderes na igreja primitiva eram os anciãos (Atos 14:23). Também, se o irmão estudasse a Bíblia se valendo das ferramentas da hermenêutica, saberia que pastor é um dom espiritual (Efésios 4:8) e não um ofício (Tiago 1:17).

Em tom de ira por ver suas palavras caírem por terra, o crente da AD vai logo esbravejando: - Num tem nada a ver! Mesmo que lá em Efésios 4:8 diz que é “dom”, e em Hebreus 13:7, 17 não seja ‘pastor’, eu sou ensinado que é ‘ofício’ pastoral e ponto final! Tem mais, a primeira pessoa no Brasil a ser batizada com o Espírito Santo, foi a irmã Celina Albuquerque!

O membro da CCB insiste: - Olha, para mim o que importa é o que está na Bíblia, o que não estiver de acordo com Ela não me interessa. Quanto a primeira pessoa no Brasil a ser batizada no Espírito Santo com evidência de novas línguas, o amado está cometendo um erro histórico grotesco. A pioneira no Brasil com respeito aos dons espirituais foi a CCB e não a AD. Cerca de 365 dias antes de D. Celina Albuquerque, vários membros da CCB já desfrutavam desta dádiva divina. Se os irmãos da Assembleia propagam isso que acabou de proferir, estão faltando com a verdade e a história está ai para corrigi-los.

O Assembleiano, sem esconder sua arrogância atacou: - Você precisa ir para escolinha dominical estudar a Bíblia e receber aulas de teologia sistemática, sua igreja é uma ‘seita’!

Decepcionado com o membro da AD, o membro da CCB finaliza: -Irmão, não sou contra a vossa escolinha dominical, mas sou ensinado na CCB a ler a Bíblia, examiná-La de forma circunspecta e meditar nEla, mas sempre confiando no que está escrito em Tiago, que diz:

“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada.” (Tiago, 1:4, 5)

Quanto ao que o amado chama “seita”, prefiro me ater ao nosso ensinamento em não chamar nenhum grupo de cristãos de ‘seita’ – ainda que o seja. Para que o irmão venha a descer dessa arrogância deveria saber que o teto da sua “casa” é de vidro, para isso irei citar um escritor de fé batista e o que ele pensa da sua igreja, confira:

Todos, também os das Assembleias de Deus, ensinam os mais graves absurdos e em igual ímpeto embusteiro iludem e exploram o povo ignaro sempre disposto a ser enganado.” (Pereira Reis, Aníbal. Católicos Carismáticos e Pentecostais Católicos, pág. 50, Edições Caminho de Damasco Ltda, 1982, São Paulo).

Feito isto, ignorando os impropérios do assembleiano, o membro da CCB desiste do diálogo para fugir de contenda, e preferiu ficar calado para que tivesse uma viagem tranqüila. Este suposto diálogo – semelhantemente - já aconteceu comigo ao dialogar com um suposto ‘apologista’ assembleiano. Não são todos assim, tal qual há entre eles, também há entre nós. Digo mais, a CCB nunca confeccionou livros atacando as demais igrejas, entretanto, muitos pastores da AD elaboram livros falando mal desta ou daquela igreja, as livrarias evangélicas que o digam. Erram os assembleianos, pois pensam que todos os membros da CCB não possuem conhecimento Bíblico, este texto serve para comprovar isso, não raras vezes tenho dialogado com assembleianos, muitas vezes fico desapontado com a forma com que me tratam, outros, são educados e dá gosto conversar sobre as grandezas de Deus.

Finalizo esta matéria com as palavras de Jó:

Porventura o ouvido não provará as palavras, como o paladar prova as comidas?” (Jó 12:11).

Daniel Sheldon Kauphan

Fonte: http://apologiadidacheccb.blogspot.com.br, publicado em 18/03/2013

 
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